Programa Selo Verde Brasil

No Brasil, a agenda ESG amadureceu rápido. O problema é que o mercado amadureceu em velocidade diferente da capacidade de provar, com critério técnico e linguagem comum, que um produto ou serviço é realmente sustentável. Durante muito tempo, a discussão ficou presa entre marketing verde, exigências pulverizadas de compradores e múltiplas certificações desconectadas.

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Ambiental

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Recursos naturais e indicadores: como sair do discurso e entrar na gestão
Recursos naturais e indicadores: como sair do discurso e entrar na gestão

Poucos temas mostram tão claramente a diferença entre discurso e gestão quanto o uso de recursos naturais . Quase toda empresa afirma que quer “usar recursos de forma consciente”. O problema é que essa frase, sozinha, não vale quase nada. A NBR 20250 trata ess...

Toxicidade na cadeia de valor: o que a norma exige de matérias-primas e distribuição
Toxicidade na cadeia de valor: o que a norma exige de matérias-primas e distribuição

Durante muito tempo, a discussão sobre toxicidade ficou restrita ao ambiente fabril. A empresa olhava para substâncias perigosas dentro da produção e tratava o tema como questão de segurança operacional e conformidade química. A NBR 20250 amplia esse enquadramento. Na seção 5.5 , a norma organiza a toxicidade como tema ambiental que atravessa não apenas o processo produtivo, mas também as matérias-primas, os insumos, a distribuição e a comercialização do produto ou serviço. Essa ampliação é estratégica, porque aproxima a toxicidade da lógica de cadeia de valor e do ciclo de vida , dois conceitos centrais da norma e do Programa Selo Verde Brasil . A seção 5.5 começa pela base: a organização deve identificar e monitorar as fontes de emissão de substâncias tóxicas relacionadas à produção, incluindo materiais, substâncias químicas e processos; estabelecer objetivos para a redução da emissão; implementar medidas para minimizar exposição; assegurar armazenamento, uso e descarte adequados; e explorar e adotar materiais e processos que reduzam ou eliminem a toxicidade para o meio ambiente e para a saúde humana. Esse conjunto já mostra que a norma trata toxicidade como tema de risco, tecnol...

Como a NBR 20250 trata resíduos sólidos e economia circular
Como a NBR 20250 trata resíduos sólidos e economia circular

Se existe um ponto da NBR 20250 em que a agenda ambiental conversa claramente com estratégia de negócio, design de produto, cadeia de valor e políticas públicas, esse ponto é o tratamento dado a resíduos sólidos e economia circular . A seção 5.4 da norma não e...

Efluentes, emissões e energia: o núcleo ambiental da prontidão ao selo
Efluentes, emissões e energia: o núcleo ambiental da prontidão ao selo

Tema 1 ABNT NBR 20250 Se a empresa quer entender rapidamente onde está o coração operacional da dimensão ambiental da NBR 20250 , a resposta está nos três primeiros blocos da Seção 5: efluentes líquidos, emissões para a atmosfera e uso da energia . Esses temas...

Social

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Comunidade local não é público-alvo. É parte da solução.
Comunidade local não é público-alvo. É parte da solução.

Durante muito tempo, a participação comunitária foi tratada como um apêndice das estratégias de sustentabilidade. Algo útil, mas não essencial. Esse olhar já não se sustenta. Em programas de certificação e gestão sustentável, especialmente em iniciativas como...

Condições de trabalho e trabalho decente: como a norma sai do RH e entra no ESG
Condições de trabalho e trabalho decente: como a norma sai do RH e entra no ESG

Em muitas empresas, condições de trabalho ainda são tratadas como um tema “interno”, restrito ao RH, ao jurídico trabalhista ou à área de saúde e segurança. A ABNT NBR 20250 muda esse enquadramento de forma muito clara. Ao colocar condições de trabalho e direitos trabalhistas dentro da Seção 6, dedicada a diretrizes sociais e de direitos humanos , a norma demonstra que esse tema é parte integrante da sustentabilidade de produtos e serviços. Ou seja: não basta ter uma operação ambientalmente eficiente se essa mesma operação funciona com fragilidade em salário justo, contratos formais, dignidade no ambiente laboral, acesso a água potável e segurança ocupacional. A sustentabilidade, aqui, não é só ecológica. Ela é também humana. A seção 6.2 da norma organiza bem essa lógica. Ela orienta que a organização deve assegurar que os trabalhadores operem em condições seguras e saudáveis , com acesso a instalações adequadas de higiene, segurança e conforto. Também pede que os salários pagos atendam, no mínimo, aos pisos salariais da categoria, respeitando as legislações vigentes e buscando promover um padrão de vida digno para os trabalhadores e suas famílias. Além disso, exige comunicação cla...

O que a NBR 20250 exige sobre assédio e canais de denúncia
O que a NBR 20250 exige sobre assédio e canais de denúncia

Durante muito tempo, temas como assédio moral e assédio sexual foram tratados por muitas empresas como assunto exclusivo de RH, reputação interna ou gestão disciplinar. A ABNT NBR 20250:2026 muda esse enquadramento. Ao dedicar a seção 6.1 ao tema assédio , a n...

Econômico

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BNDES destina R$ 10 bilhões para impulsionar indústria sustentável
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O BNDES anunciou a disponibilização de R$ 10 bilhões em linhas de crédito voltadas à indústria 4.0 e à produção de bens de capital verde no Brasil. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou nesta sexta-feira, 27, R$...

Redução do imposto de importação para centenas de produtos
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O que a decisão do Gecex revela sobre o novo momento da indústria brasileira O Brasil ajusta sua estratégia industrial em tempo real A decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior de reduzir o imposto de importação para centenas de produtos não é apenas um...